Parou tudo, e eu escutei o meu coração.
Ele disse-me bem baixinho para eu voltar aos poucos. Primeiro não lhe liguei. Mas, depois de pensar nos últimos tempos eu dei-lhe razão e comecei a pensar no que teria que ser feito.
Há momentos da nossa vida que nos sentimos tão vazios, que achamos por bem fazer coisas que não são as mais acertadas, e muitas delas que nada têm a ver com a nossa filosofia de vida. Erramos! Erramos muito... e estará isso errado? Creio que não na sua totalidade. Aprendemos muito com os erros, e crescemos também. Há dias que tenho aquela sensação que não estou em mim, que o meu corpo não pertence a esta alma, isto porque quero o que não posso ter, e desperdiço o que tenho. Que é feito de mim? Que é feito de alguém que sempre necessitou de ser amada e de ter alguém ao pé dela? Não sei... Acho que ela se deixou perder por todos os anos que desejou e nunca teve. Acho que foi isso!
Costumo dizer que estou vacinada em relação a tudo que há neste Mundo. Não sei se é exagero ou não, mas a verdade é que tenho sempre uma história para contar, para lamentar, para ultrapassar.
Voltando à minha caixinha mágica: o coração. Gostava de voltar aos poucos, de sentir que estou em mim, que a pessoa que se vê aos espelho todos os dias sou eu e não uma personagem que decidiram aqui meter para viver a minha vida. Se foi isso que aconteceu, então quero que ela morra, para que eu posso voltar... mas desta vez para fazer o que é certo fazer.
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