quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Com a chegada de um novo ano são muitos os desejos que temos, é algo que começa a ser hábito em cada um de nós: desejar que o ano novo traga novas coisas à nossa vida. Também é o meu desejo.
Neste novo ano desejo entender a minha cabeça, o meu coração e todas as escolhas que faço.
Neste ano quero encontrar-me. Quero amor, muito amor. 
Quero ir ver as estrelas e saber que posso ter alguém do meu lado.
Quero brilhar em todos os meus objectivos.
Quero amar. Amar e ser amada, porque é dos melhores sentimentos que alguém pode sentir. 
Quero confiar em mim, e aprender a confiar em alguém.
Quero conquistar e ser conquistado.
Quero ter as pessoas mais importantes do meu lado.
Quero que quem me inveja, me inveja ainda mais é sinal que consigo ser melhor.
Quero a quem me deseja mal, que lhe caia o dobro do que me deseja em cima.
Quero que cada pessoa acredite que o dia de amanhã pode ser melhor, porque é assim que algumas mentalidades podem ser mudadas. 
Quero conseguir ganhar à crise.
Quero sorrir muito e chorar apenas de felicidade.
Quero que nos dias mais triste consiga ter força para os encarar e pensar que há um Mundo lá fora à minha espera.
Quero aprender a ser feliz.
Quero ter oportunidades e conseguir dá-las. 
Quero que os meus tenham um excelente 2012, por que certamente que sendo assim o meu também será.


domingo, 13 de novembro de 2011

Senti tudo cair naquele momento. Naquele momento em que se cantou aquela musica que me preencheu em tempos com o teu sorriso, a tua mão na minha, o teu abraço que abafava os meus medos... desta vez ouvi-a sem ti, cantei sem ti, e senti-a sem ti. Não, não teve o mesmo sabor nem o mesmo significado. Hoje pergunto-me onde e' que todas estas incertezas, estes dias negros me irão levar?
O problema de todos os que já amaram um dia, e' não conseguir entender quando esse sentimento morre, limitam-se a dizer que as coisas já não são iguais, que algo mudou mas então o que mudou afinal? Pois, não se sabe responder. Possuem de dias bons que pensam que fizeram a melhor escolha do Mundo, e existem também os dias em que acordam e pensam em quem deixaram para trás , relembram momento, choram as saudades, imploram que tudo volte nem que seja por alguns momentos ate que a dor minimize. A vida, depois de tudo isso segue normalmente, encontrando sempre no seu caminho os dias bons, aqueles que não necessitamos de nada nem ninguém, e os dias maus em que precisamos de quem já esteve do nosso lado. Assim não e' possível perceber quando se deixa de amar. 
Há dias li um texto que falava de que gostar de alguém nao era para todos, e eu começo achar isto uma grande verdade, isto porque nem todos somos capazes de nos privar de alguma coisa por alguém, nem tão pouco amar algo que não sabemos no que vai dar, e então desistimos porque preferimos sofrer por nao tentar, do que sofrer por tentar e acabar tudo muito rápido. Porque minha gente, tudo acaba... nada se consegue manter durante muito tempo nos dias de hoje. E' rara a pessoa que pense a longo prazo. 'E rara a pessoa que ame alguém e que viva com essa realidade no pensamento e no coração, que e' o mais importante. Se bem que ha' alturas na nossa vida que o mais certo a fazer não 'e aquilo que o coração nos manda. Pensar e agir com a cabeça no lugar e os pés assentes na terra e' o melhor e por vezes mais sensato.
Tudo isto para tentar dar a entender que o nosso coração e' a caixinha mais complicada e confusa que alguma vez eu abri na vida. 

sábado, 1 de outubro de 2011

Tudo parou no instante quando te voltei a ver, depois de algum tempo. Julguei eu ter sido uma história daquelas que são escritas nos livros com menos páginas desta vida, estava enganada! Talvez seja uma história com muita coisa para dizer da minha parte, obviamente! O grande problema desta vida é que escrevemos muitas vezes sozinhos, sem ninguém para entrar na história, muito menos para a ler. Vivemos a ilusão sozinhos, acompanhados pela esperança e pelas lembranças.
É estranho olhar-te! Mas mais estranho ainda é saber que mexeste com todos os meus sentimentos, como alguém já não conseguia há muito ... e para quê? Para hoje eu ter sido mais uma... é sempre assim. Começo achar que isto vai ser sempre assim. Quando quero não tenho, quando não quero tenho. E ainda por cima quando quero nunca dá em nada.. como desta vez. Mais uma vez...
E digam-me lá o porquê de continuarmos com um restinho de esperança, que se vá lá saber de onde vem? Depois de saber que não há mais nada... que não pode existir mais nada?
Será para sempre assim...?

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Estamos todos sujeitos a olhar para o lado e ficar preso a um olhar que nunca vimos, que não conhecemos mas que temos curiosidade de conhecer, de explorar e quem sabe de nos entregar?! Quem sabe... ?
Para isso o coração tem de estar livre, sem ninguém lá dentro, sem sequelas... absolutamente "vazio", mas com uma enorme vontade de viver o que tem para viver. Queria que o meu estivesse assim... Sem nada lá dentro. Sem medos. Sem histórias antigas. Sem feridas. Sem dúvidas. 
Mas não... ele tem tanta coisa lá dentro que no meio disso nem eu sei bem o que fazer com ele? Se sigo em frente ou se tiro uns dias de férias para ver se ele vai ao sitio. De que me vale ter alguém que me diga aquilo que eu quer ouvir? De que me vale ter alguém que me distraía com beijos e abraços? De que me vale sentir-me desejada e não me sentir amada? De que nos vale, a nós mulheres, ter um homem ao nosso lado que nos dê o que a gente quer sem nos esforçarmos, sem lutarmos, sem fazer por merecer? De que nos vale conseguir algo tão rapidamente na vida? Sem começar do inicio...?
Acho que o grande problema das actuais histórias de amor, paixão, ou relações assim assim, é tudo começar tão rápido. Ser tudo tão provocado pela falta de ter alguém do nosso lado... Não critico quem o faça, até porque somos todas assim... queremos viver o que há para viver e de repente quando nos damos conta já tudo se acabou, ou porque não deu porque não tinha de dar, ou porque simplesmente nos fartámos. É sempre assim. 
E o que mais me revolta é que temos consciência que somos assim e quando estamos a metermos-nos em mais uma relação assim assim fazemos o mesmo. Sempre o mesmo! Metemos o carro à frente dos bois.
Revolta-me também que todas as mulheres gostam de ser acarinhadas, de ter alguém que lhes diga coisas bonitas, que lhes faça surpresas, que lhe mostre em cada gesto como são importantes... e eu não. Parece que só gosto de cabrões que me metam de lado... porque é que há mulheres como eu? Que só gostam de quem não lhes dá valor?  
É tudo uma confusão de sentimentos, de atitudes, de amor, de paixão, de desejo... 
É tanta coisa que fica por fazer e dizer...
E, que fazer para mudar?
Habituamos-nos? 
Esperamos por alguém que nos dê um pouco de tudo?
Ou, vamos com calma? Vivendo um dia de cada vez... esperando que o amanhã nos traga sempre algo de novo... porque eu acredito que com o tempo exista alguém que nos faça ver que quando valer mesmo a pena, em cada dia que passar vai haver sempre uma motivação, uma ânsia em descobrir que o amanhã pode trazer coisas boas... o que me descansa depois de todo este desabafo é que talvez ainda não tenha encontrado o tal que vale a pena. E como eu há muitas mulheres assim.
Vamos esperar... mais uma vez! Desde que valha a pena...

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Remexi a minha vida inteira e procurei respostas nas perguntas mais absurdas que jamais existem. Nada! Nunca encontrei respostas para as perdas inexplicáveis da minha vida, talvez por serem exactamente isso: inexplicáveis! Não se explicam as coisas que se sentem, não se podem medir com uma fita métrica o tamanho dos sentimentos, não se pode chegar seja onde for e mudar a vida num abrir e piscar de olhos. Tudo necessita de tempo, dedicação, motivação e a cabeça no lugar. É impossível acordar e pensar: "Hoje a minha vida vai tomar uma rumo", será sim correcto dizer-se: "A partir de hoje a minha vida tem de mudar!". 
É impossível mudar a casa apenas num dia, fica sempre qualquer coisa nem que sejam apenas as recordações.  Tudo precisa de etapas, e a nossa cabeça também as necessita. 
Acordei com a necessidade de escrever, de deitar cá para fora algo que nem eu percebo o que é... e estou a fazê-lo sem ter articulado minimamente a ideia do que iria escrever. Estou a deixar-me levar! Também é importante: não se pensar tanto! 
Hoje sei que em toda a minha vida dei demais de mim a quem não devia, que dei pouco de mim a quem o merecia e que fiz tanta coisa que nunca gostaria que me fizessem a mim... Que tipo de pessoa sou eu? Alguém que quer aproveitar ao máximo o que tem vontade ou alguém que egoísta? Penso que poderei fazer uma junção... até porque quando queremos aproveitar sempre tudo ao máximo, apesar de ser bom acabamos sempre por ser egoístas. A vida são dois dias. Para que desperdiçar o que nos faz tanto bem? 

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Hoje, senti a necessidade de escrever mas não tinha um assunto em mente, tinha muitos. Não sabia era por onde começar. Ainda agora não sei.
A minha mãe hoje disse-me:"Arruma o teu quarto, está tudo em pantanas", a resposta que me apetecia dar-lhe algo do género: "Se eu arrumar o quarto, também é possível arrumar as ideias?". Preferi arrumar, e esperar para ver o que se passava... Nada! Continuo tudo na mesma. Continuei a pensar no que vivi, no que posso ainda viver, e no que quero ou não quero vir a viver. Não há respostas. Não há nada... há apenas este vazio que me faz querer resolver tudo de uma vez por todas, e que ao mesmo tempo me deixa na dúvida se é o que realmente quero. O meu quarto estava desarrumada, aliás muito desarrumado mas a minha cabeça e a caixinha mágica ao qual damos o nome de coração conseguem estar ainda mais. Eu não sei se tudo isto é complicado se sou eu que complico mas certamente que sou eu que complico aquilo que está à frente de todos. 
Hoje, também tentei meter na minha cabeça que tenho de me impor contra todas estas mudanças de estado de espírito e contra todas estes acontecimentos que me fazem avançar e recuar ao mesmo tempo. 
Hoje, pensei em tudo o que me fizeram acreditar, em tudo o que me deram quando mereci e quando não mereci, em tudo o que dei e em tudo que não dei com o medo de não estar agir bem.
Juntei o que fui, o que sou e o que posso vir a ser. E, o mais provável é estarem a perguntar: "A que conclusão chegaste?". Pois, não sei. 
Diz-se por ai que o tempo cura todas as feridas e nos dá sempre as respostas a tudo. Eu quero acreditar que sim, quero acreditar que posso "juntar o antes, o agora e depois", e decidir o que é melhor para mim. Decidir que tenho de começar admitir tudo aquilo que a minha caixinha sente cá dentro. Decidir que tudo o que tenho chega-me para puder viver em paz interior. Interiorizar que o que fui ontem vai ajudar-me hoje e fortalecer-me amanhã. 
Para tudo isto acontecer, tenho apenas que ser sempre eu, ser sempre o meu verdadeiro eu, 24horas por dia. Porque embora todos nós em geral digamos que somos sempre as mesmas pessoas, que temos sempre as mesmas atitudes é mentira! É totalmente mentira. Tudo muda, tudo nos muda. 
Hoje, agradeço à minha mãe por me ter feito arrumar o quarto pois incentivou-me a começar arrumar as ideias no sitio delas. Incentivou-me a pensar em mim dentro de mim, não em mim fora de mim, e não associem isto a outras coisas. Por vezes, precisamos de sair de nós e ver aquilo que somos para os outros, e é aí que nos vamos conhecer. É aí que nos vamos avaliar, e decidir se o caminho que escolhemos é o mais certo. Quando não arriscamos a fazê-lo somos egoístas e nunca iremos actualizar a pessoa que somos. 
Hoje, e apartir de hoje vou juntar o antes, o agora e o depois... e vou decidir o que quero realmente viver: se o antes associado ao hoje e ao amanhã, se o hoje e o amanhã.... o antes? Fica guardado. Para sempre...

sexta-feira, 24 de junho de 2011

"Quero silêncio para me ouvir."
É a minha frase de eleição neste momento da minha vida. Preciso dele para entender os erros que tenho cometido nestes últimos dias, ou até mesmo preciso de entender se tudo foi mesmo um erro? 
Um dia disseram-me que nunca nos devemos arrepender daquilo que fazemos... e é isso que por vezes me conforta e me dá uma certa esperança de que o dia de amanhã pode ser melhor. Mas, será que é? Será que amanhã vou conseguir seguir em frente? 
Sinto-me vazia por dentro e por fora. 
Sinto que a minha alma me abandonou por tempo indeterminado.
Sinto que a minha vida deu uma volta de 360º graus e eu não estou a saber lidar com isso... 
Definitivamente: eu não sou aquilo que um dia fui.

sábado, 18 de junho de 2011


Quando nos sentimos apaixonados, temos medo. É um pouco estúpido dizer isso, mas a verdade é que é um sentimento que nos enche tanto de alguém, e ao mesmo tempo serve para nos esvaziar por completo. Como é possível um só sentimento fazer-nos sentir coisas tão opostas? Realmente a vida é mesmo estranha! 
Nós mulheres sonhamos com o homem perfeito. Aquele que nos oferece as flores mais bonitas. Aquele que nos beija sem medo do que os outros possam pensar. Aquele que nos diz o que queremos e merecemos ouvir. Aquele que nos ama acima de todos os nosso defeitos. Aquele que nos diz poucas vezes que nos ama, mas que o demonstra todos os dias da nossa vida que o sente. Aquele que nos olha nos olhos. Aquele que nos deseja com todas as nossas forças do Mundo. Aquele que luta para tudo dar certo. Aquele que não é necessário dizer que ele é nosso, porque todos os actos que ele tem dão a entendê-lo. Exigimos demais, e isso por vezes implica ficar-mos sozinhas. Ou então existe aquela situação que temos isso tudo de alguém, só que não de quem nós queremos mesmo receber esse amor, essa dedicação, essa luta que tanto queremos. Nós as mulheres somos complicadas, e talvez os homens também o sejam mas eu falo do que eu sinto... e do que conheço. 
Se não temos queremos, se temos desperdiçamos. Acho que gostamos de sofrer por ter e por não ter, acomodamos-nos a isso e pronto... esperamos que chegue o dia em que o sol brilhe para nós e as nossas dúvidas, incertezas e medos sejam arrecadadas numa gaveta para nos ajudar a crescer. 

sábado, 28 de maio de 2011

Chega-se a uma altura que já nada dói, mas que não se perdoa.
Passamos por tantas coisas ao longo da vida que chega-se a um momento que já não se consegue sentir nada, parece que somos das pessoas mais frias deste Mundo (se calhar até podemos ser), a verdade é que já são tantas coisas que achamos que já não vale a pena sentir-se nada. "Passa-nos ao lado!"
É estranha a sensação de perda. Aquele vazio. Aquela falta de ar só de pensar na derrota. E, por vezes as derrotas são interiores, apenas nossas. Essas sim, são as piores! 
Já nada me dói. 
Já perdi tudo o que tinha a perder, resta-me seguir em frente com todos os obstáculos. 
Tenho a dificuldade de perdoar. Acho que por vezes é um defeito, um defeito Universal que nos mata aos poucos porque não temos a capacidade de pôr para trás das costas. A verdade é que não consigo.
Chamem-me egoísta, chamem-me o que quiserem! Eu sei que quando erro e peço desculpa quero que me perdoem o pior é quando são os outros a errar comigo. A errar de uma maneira que ninguém merece, de uma maneira tão ruim que só de fechar os olhos as imagens que me vêm à cabeça fazem-me tremer dos pés à cabeça. A errar de uma maneira tão suja. 
Quem sabe se um dia eu dou prioridade a todos os momentos vividos, e consiga revivê-los e inventar outros, muitos mais contigo ou sem ti. Quem sabe?





segunda-feira, 2 de maio de 2011

Sempre ouvimos dizer que há coisas que não se explicam, sentem-se! Até que ponto será isso verdade? 
Dou por mim a imaginar coisas que não têm qualquer limite...não dá para pôr fim à imaginação, isto é uma verdade. 
Amo ou não te amo? Se não te amo então porque é que ainda penso em tudo o que fizemos juntos? Porque é que penso nas noites que nos amámos, e em todos os momentos que desejei que nada do que eu senti-se acabasse? Eu senti-me a pessoa mais amado do Mundo. É possível desperdiçar tudo isto? Porque é que continuas na minha cabeça como se tudo isto ainda não tivesse acabado? Mas a questão é: será que acabou? Será que cada vez que me perguntes se ainda te quero sou eu que te respondo, ou será antes o meu orgulho e a minha maneira egoísta de ver as coisas? E, será que foi mesmo o fim de todas as juras que um dia fizemos um ao outro? 
Queria saber\poder responder a todas estas perguntas até porque era uma maneira de aliviar a minha cabeça, a minha alma... 
Estarei e habituada a perder que faço disso o "meu lema de vida" e não deixo que ninguém habite em mim por muito tempo? Que problema é este afinal? Que problema é este que faz de mim a pessoa mais fria do Mundo? 
Eu quero vencer isto, eu quero virar a página e em branco, escrever todas as respostas que procuro há muito. Eu quero. Juro que quero! Até porque ninguém gosta de viver para os seus fantasmas para sempre...

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Decidi abrir a caixinha das recordações.
Nela ainda habitavam sonhos, promessas e saudades. Mas, que saudades! 
Nela habitavam as fotografias que registaram momentos felizes, habitavam bilhetes escritos no silêncio de um olhar. Habitavam ainda tantas coisas que nem consigo descrever não porque é difícil falar nelas, mas sim porque não há nada mais para acrescentar. 
 Recuei tantos passos atrás que isso me faz arrepiar e perguntar o porquê ? O porquê de tudo começar e ter de acabar?! Nessa gaveta estavam presentes muitas histórias, umas mais felizes que outras mas todas elas marcaram de uma maneira tão intensa e saudável, histórias essas que me fizeram aprender alguma coisa ao logo desta vida. Histórias essas que nunca me fizeram arrepender de nada. Fiz tudo o que sentia, lutei quando achei que devia fazê-lo. Fui feliz, mesmo com todas as infelicidades que todas essas histórias trazem com elas. Nunca me arrependi de nada. Nem tenho que me arrepender. Hoje em dia, há muito boa gente que quando as coisas não lhes correm como lhes dá jeito, perguntam-se: "Porque é que eu amei demais?", "Porque é que eu fiz o que fiz?". Tantos porquês. E tão poucas respostas. E não haverá respostas para tanta pergunta escusada e mesquinha, isto porque quer tenhamos feito o que fosse, fizemos-lo porque o sentíamos, porque o queríamos, porque o desejávamos e é isso o mais importante. O lamentar vem depois, se tiver que vir. Nunca devemos amar pela metade, nunca devemos lutar até meio do caminho, nunca devemos sonhar e pensar que nunca se irá realizar o que sonhámos, nunca devemos dar de menos com medo do dia seguinte porque vai haver um dia que quando o destino nos acabar com tudo, podemos dizer e de consciência tranquila e de coração aberto que fizemos tudo o que houve para se fazer, tudo o que se sentiu que se devia fazer. É sem dúvida isso o mais importante, assim como não guardar rancor de ninguém, assim como não desistir antes de começar. 
Na caixinha das recordações ficaram todos os momentos. E ficou também uma parte de mim! Tinha de assim ser... 

sábado, 16 de abril de 2011

Parou tudo, e eu escutei o meu coração.
Ele disse-me bem baixinho para eu voltar aos poucos. Primeiro não lhe liguei. Mas, depois de pensar nos últimos tempos eu dei-lhe razão e comecei a pensar no que teria que ser feito. 
Há momentos da nossa vida que nos sentimos tão vazios, que achamos por bem fazer coisas que não são as mais acertadas, e muitas delas que nada têm a ver com a nossa filosofia de vida. Erramos! Erramos muito... e estará isso errado? Creio que não na sua totalidade. Aprendemos muito com os erros, e crescemos também. Há dias que tenho aquela sensação que não estou em mim, que o meu corpo não pertence a esta alma, isto porque quero o que não posso ter, e desperdiço o que tenho. Que é feito de mim? Que é feito de alguém que sempre necessitou de ser amada e de ter alguém ao pé dela? Não sei... Acho que ela se deixou perder por todos os anos que desejou e nunca teve. Acho que foi isso! 
Costumo dizer que estou vacinada em relação a tudo que há neste Mundo. Não sei se é exagero ou não, mas a verdade é que tenho sempre uma história para contar, para lamentar, para ultrapassar. 
Voltando à minha caixinha mágica: o coração. Gostava de voltar aos poucos, de sentir que estou em mim, que a pessoa que se vê aos espelho todos os dias sou eu e não uma personagem que decidiram aqui meter para viver a minha vida. Se foi isso que aconteceu, então quero que ela morra, para que eu posso voltar... mas desta vez para fazer o que é certo fazer.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Envolveste-me nos teus braços, senti o teu cheiro, a tua mão quente passava no meu rosto, ias-me puxando para ti apenas com o teu olhar. Nada mais. O teu olhar chamava por mim perto de ti, ainda mais perto... A tua boca ia-se aproximando da minha. Tremi! Parecia a primeira vez que estava assim com alguém. E era, há sempre várias primeiras vezes ao longo da nossa vida, dependendo das pessoas e dos momentos. Voltando àquele momento... Fui beijada de uma maneira doce que me aqueceu o coração. Ainda hoje sinto esse quentinho na minha cabeça... e quando tenho frio, penso nele. Hoje perguntou-me onde tudo se perdeu? 
Não há respostas. Não há mais momentos destes para poder perceber como se começa tudo de novo. Acabamos sempre por acabar o que ainda nem começou. Fico com a sensação que não sei ser feliz a longo prazo. 

quinta-feira, 7 de abril de 2011

"Eu sei, tu foste o sonho, eu fui o sonhador,

Foi muito louco esse nosso amor,

Só que a saudade já não faz sentido,

Embora eu faça por esquecer"

José Cid, Sonhador

Hoje, acordei com esta música na cabeça. O dia está bonito, é uma verdade! A música é triste (e vão duas verdades). 
É uma música que me leva para bem longe do meu "eu", faz-me pensar e lembrar de coisas que por vezes pensamos nós que esquecemos mas na verdade está tudo bem dentro da cabeça e do coração. Quando fica guardado no coração não é muito bom, em alguns casos. O coração é tramado, caramba! Ele guarda tanta coisa... Como é que é possível uma "coisinha" tão pequenina guardar tanta coisa, sentir tanta coisa, acabar com tanta coisa? Não há respostas, eu sei. Não fiz a pergunta para obter respostas, fiz apenas para dar admitir que não sei a resposta, para admitir esta minha grande dúvida. 
Este excerto é forte. Transmite tanta coisa. Tanta! E pergunta quem lê: e o que transmite afinal? 
Para mim transmite amor, sonho, desilusão, saudade, loucura, e luta...
Vou tentar ser um pouco mais explicita: Nem sempre o amor é correspondido isso é uma verdade universal, pode-se dizer. No inicio é tudo muito bonito, tudo muito bom, tudo muito louco mas depois vem a altura que é sempre tudo igual, que não há nada de novo e é como um cair tudo por terra abaixo mas, a maior parte das vezes, há sempre uma parte que não se apercebe e pensa que está tudo bem, que o amor vence tudo (como diz a frase feita, que não passa disso). Na verdade o amor não vence tudo. Na verdade o amor não acaba ao mesmo tempo. E quero dizer com isto o seguinte, que o amor quando acaba para um parceiro, não quer dizer que acabe também para o outro. Existe sempre uma parte que continua "cega" ou então que não quer ver o que está à frente dos olhos, já se diz que "o maior cego é aquele que não quer ver". Numa relação existem 2 pessoas. Numa relação existe sempre uma que dá mais de si, que ama mais. E depois há o sonho e o sonhador. Aquele que é como que algo atingir, e aquele que simplesmente se limite a viver o momento, sem idealizar muito. E é por isso que digo que há sempre um que dá mais de si, do que o outro. Isto é uma verdade! Na minha Eopinião, claro! Quando tudo acaba, vem a saudade. Aquela "coisa" estúpida e mesquinha, que nos faz, por vezes, descer tão baixo. Ai, eu odeio a saudade! Odeio mesmo. É dos piores sentimentos do Mundo! A saudade é aquela "coisa" que se sente quando algo se perdeu. É horrível quando estamos habituados àquela rotina e de um dia para o outro passamos a ter outra rotina, e desta vez sem ninguém do nosso lado. De seguida a palavra luta! Essa aí tem dois significados nesta minha "história" do amor: uma que é a luta para se conseguir ter tudo novamente, e a outra luta é para tentar passar por cima de todos estes sentimentos absurdos que se sentem quando se perde alguma coisa. Não mencionei a palavra desilusão e loucura mas essas aí são fáceis demais. A loucura de todo o amor, e de todos os momentos, e a desilusão de tudo se ter perdido assim. Sem mais nem menos! Sem uma explicação.
É tudo muito bonito se ler, de se ouvir mas quando se sente... Ai! Quando se sente...  

sexta-feira, 25 de março de 2011

Hoje, falei com a Ana sobre um assunto que lhe dá um pouco dores de cabeça, e a certa altura ela disse:"Não vou andar atrás de algo que não vale a pena", de seguida eu respondi-lhe:"Se há uma coisa que eu aprendi é que nós não sabemos o que vale a pena." 
Tudo isto para começar a desenvolver um assunto que não sei bem onde vai parar. Há dias que concordo com aquilo que a minha pessoa disse, outros que não. Estou sempre a duvidar, mas ainda bem que isso acontece!
Será que sabemos mesmo o que vale ou não vale a pena? Hoje pelo menos estou certa que não, e acho isso porque por vezes parece-nos que já vivemos muito e que sabemos tudo o que esta vida tem para dar. A verdade, a grande verdade é que não sabemos. Nós mulheres, somos dramáticas! Isto é uma verdade assumida, para algumas. Há aquelas que são e gostam de o ser. Há aquelas que pensam que não são. Há aquelas que dizem que não são para que os homens se aproximem delas sem medo (e na minha opinião são as piores). E, por fim há aquelas que são mas que o sabem guardar para si. Não sou ninguém para dizer qual a mais certa, porque há dramas e dramas, e há várias maneiras de os demonstrar. A verdade é que nós mulheres fazemos tantos filmes na nossa cabecinha que chego a ter pena de mim, por ser mulher. Acredito que eles também os fazem, mas têm uma subtil maneira de os dar a entender, que confesso que invejo. Eles ás vezes parecem que todos os assuntos lhes passam ao lado. Eu sei disfarçar a coisa mas há dias que queria ser como eles. Queria simplesmente dizer que nada me afecta e que estou muito bem, que me recomendo. Comecei num assunto e agora estou noutro. Para não me perder do que acho que é importante quero salientar que somos (as mulheres) um bichozinho no qual têm que ter cuidado a tratar, porque merecemos respeito e dedicação, porque nós não gostamos pela metade, mas sim na totalidade. E, sonhamos muito. Idealizamos demais. E sofremos por nos entregar-mos demasiado! Acredito que alguns homens também mas cada um puxa a brasa á sua sardinha.
Voltando à questão inicial: Sabemos o que vale a pena? Não! Isso nunca se sabe. Até dou um exemplo:
Quando uma rapariga ou rapaz acaba o seu relacionamento com o seu companheiro\a o mais comum de se ouvir é:" Deixa ele não te merecia, não valia a pena". Agora, eu pergunto e se a relação continuasse? Ele ou Ela valeriam a pena? Pois...
Na minha opinião o que vale a pena é viver! Ou melhor saber-se viver... e descobrir o que se há para descobrir com o tempo. Já dizia o poeta: "Tudo vale a pena quando a alma não é pequena!" 

segunda-feira, 21 de março de 2011

Sou tão fria que por vezes me gelo a mim própria.
Com todos os acontecimentos desta minha simples vida tenho a noção que há medida que vou avançando a minha personalidade se vai moldando ás pessoas que me rodeiam. Mas, ultimamente tenho sentido frio. Não não é do tempo, sou eu. Por vezes criámos barreiras á nossa volta onde é muito difícil entrar alguém. Quando esta vida já nos foi tão injusta optámos por ver o lado pior das coisas, metendo tudo em causa. Não chego a esse ponto. Aliás, chego. Ás vezes chego! Sei que não é correcto fazê-lo porque tudo o que somos, tudo em que nos tornámos depende de nós. Só de nós! Se eu me tornei em alguém diferente a culpa é minha, porque fui fraca ao ponto de deixar que determinado acontecimento, seja o que for, mudasse a minha maneira de agir e de pensar. Temos sempre a tendência de dizer: "Sou assim porque a vida assim o quis!". NÃO! És assim porque tu quiseste que aquele acontecimento da tua vida ganhasse! Assim está correcto e não preciso de dizer mais nada. Espero que haja pessoas a pensar como eu.
Espero que esses acontecimentos que servem para nos mudar, que daqui para a frente sirvam para crescer e aprender a lição.
Com toda a certeza que haverá quem não concorde com o que estou pra aqui a escrever, mas AINDA vivemos em democracia. 

segunda-feira, 14 de março de 2011

"Os homens são todos iguais. Apenas têm caras diferentes para que os possamos distinguir uns dos outros"

O que deu que falar esta frase por a ter publicado no meu Mural do Facebook. Meu Deus!! Nós, mulheres, a pôr "gostos"  e os homens a defenderem-se. Uma risada, confesso! 
Caros amigos, aquela frase faz todo o sentido tanto para nós mulheres como para vocês homens. E não me venham dizer que não, porque ambos puxam a brasa á sua sardinha...Sabemos é criticar-nos uns aos outros. Há dias que nos comparo como os políticos, passam a vida a criticar-se, a dizerem mal uns dos outros em vez de se juntarem e arranjar soluções. É sempre mais fácil criticar! Assim como é mais fácil desistir do que se lutar. Sei do que falo. Porque até eu por vezes cometo esse erro: de desistir. Se é o mais certo? Nem sempre... 
Mas, tudo isto para dizer que os homens são farinha do mesmo saco. Tenho dito...

quinta-feira, 10 de março de 2011

"Queria falar de todos os amores que carrego no peito . Dos que senti sem viver, dos podiam ter sido e não foram, das esperas onde vi esquecido. Dos amores grandes e dos encantos. Dos arrebatadores que nos levam a alma e dos envoltos em algodão doce. Das saudades que sinto de todos os amores que ainda nao vivi. Dos que não vivi porque não permitiram dos que desisti por me obrigarem a deixa-los partir."


Há uns tempos encontrei este texto num blog, sinceramente já nem sei de quem. É um texto bastante extenso, e este pequeno excerto traz-me á lembrança episódios da minha vida que me fizeram pensar desta forma.
É triste quando não temos amor para dar, mas mais triste é quando temos amor que sobre e ninguém a quem o oferecer. Ou talvez não haja quem o mereça! 
É triste quando nos deparamos com oportunidades na vida e as desperdiçamos apenas por caprichos. 
E mais triste é quando nos sentimos prontos para viver aquele amor que nos leva a alma, que nos faz andar nas nuvens, que nos muda por completo, desde que seja uma mudança saudável, e não temos coragem para tal, ás vezes porque não temos coragem de dar um passo tão grande e significativo, ou talvez porque nós mulheres estamos tão habituadas a que corra sempre tudo mal e chegamos a ter medo de sentir a felicidade. E ás vezes ela parece estar tão perto. Até mesmo na nossa própria mão... é como que lhe soprássemos e puf! Sim, ela vai assim muito facilmente embora, isto porque é uma coisa que tem de ser moldada e "trabalhada" com todo o cuidado, com todo o amor, com toda a dedicação, com toda a disponibilidade. Ao mínimo sopro, ela vai embora... não para sempre, mas para um tempo bem indeterminado! Se bem que o conceito Felicidade tem muito a dizer-se dele, mas ficará para outra oportunidade..
Hoje quero apenas deixar aqui bem claro, que a vida são dois dias... e que há oportunidades que não se têm todos os dias, seja na parte sentimental, como nas outras todas. Amanhã é outro dia é verdade, pode é ser tarde demais...

terça-feira, 8 de março de 2011

Dia da Mulher

Feliz dia da Mulher!

Apesar de ser mulher, para mim é um dia como os outros, mas já que há tanta gente que lhe dá importância, deixo aqui também os meus votos para todas as mulheres.



sexta-feira, 4 de março de 2011

"É fácil beijar no rosto,


Difícil é chegar ao coração!"


Fernando Pessoa

Hoje, acordei com este poema apesar desta frase se ter destacado em todas que o constituem.
É tão verdade! 
Quantas pessoas beijamos? Mas quantas são aquelas que nos chegam ao coração? Por vezes nem de beijos precisamos... Por vezes uma conversa, uma caminhada em silêncio, uma ida ao cinema vale mais que uma noite quente de caricias. Se vale!! 
É dificil chegarem-me ao coração. Tive algumas paixões, que quando as vivi pensei que eram para a vida, que nunca tinha sentido nem nunca irei sentir o que sentia por outra pessoa, mas tive poucas que me chegassem bem cá dentro desta cavidade que guarda tudo. Quantas vezes senti aquele arrepio de me cortar a respiração, só por um "BOM DIA"? Poucas. Muito poucas.



quinta-feira, 3 de março de 2011

Talvez um: Olá ;)

Porquê criar um blog? 
Boa pergunta... 
Sinceramente não há uma razão forte para o fazer. Talvez lhe chame de necessidade, isto porque quando escrevemos não temos tanto medo como quando utilizamos as palavras. Vai existir quem concorde, outros que nem por isso.Não o criei para agradar ninguém, criei-o por mim, porque gosto de transmitir por palavras o que penso, o que acho, o que sinto em relação a um determinado assunto. Mas, como é óbvio terei todo o gosto em saber que o acompanharam, e que gostam do que lêem. 

Assunto de hoje:

Hoje, quando vinha para casa cruzei-me com um miúdo dos seu 11 anos, por aí, acabado de sair da mercearia aqui da rua a cantar como se não houvesse amanhã. Sinceramente, não sei o que ele cantava, sei apenas que a minha presença não o incomodou. Gostei do que vi. Não posso dizer o mesmo do que estava a ouvir, porque não percebi patavina do que ele dizia... mas, gostei pelo facto de não lhe conseguir estragar a alegria pelo facto de se ter cruzado comigo, e acredito que se tenha cruzado com mais gente no caminho para casa. É desta alegria que todos nós precisamos. Ou nem falando nos mais velhos... 
As crianças de hoje em dia não têm alegria de antigamente. Não vivem de maneira intensa a sua infância, pois é assim que se deve viver, intensamente...com todas as loucuras á medida. O miúdo de hoje, pode até nem ser uma criança alegre, só que o facto de ter visto naquela cantoria toda remeteu-me para a minha infância e para a infância de hoje em dia. Eishhh! Que diferença! 
Ainda me lembro quando brincávamos á lata, quando íamos roubar pêssegos e cerejas aos vizinhos! E hoje em dia o que fazem estes miúdos? Limitam-se ao computador. Á playstation. E a todas essas tecnologias que não os ajudam a crescer... ajudam sim a que sejam crianças que não sabem o significado da palavra BRINCAR! E, tenho tanta pena.. porque um dia mais tarde, essas crianças vão ser pais e mães, e não vão puder contar as suas aventuras aos seus filhos. E é muito triste! Não critico estes jogos na sua totalidade como é óbvio, porque são resultado de uma evolução, e isso não critico de todo.. Critico sim o facto de meterem os bolinhos de areia, os jogos de escondidas que serviam para chegar com a roupa suja e rota a casa, o tocar ás campainhas, e tantas outras coisas, de lado. Completamente de lado. Não concordo. Não acho justo...