terça-feira, 10 de dezembro de 2013

"Vamos lá ver se foi a última vez, sim?"
"Sim.."
No fundo tinha sido a última vez que ele esteve com ela. Tinham criado um Mundo deles, onde não deixavam entrar mais ninguém, viviam como se o amanhã não existisse, só o hoje. 
Tinham-se apaixonado, ela mais que ele, pelo menos demonstrava-o mais e isso fazia que ela esperasse por algo que sabia que nunca iria vir. O quê? Ele ser apenas dela. 
Esta é a parte da história menos boa, existia um Mundo Real, existia outra pessoa na vida dele que ele não deixou e que por este andar não irá deixar. Pergunta-se porquê, não é? Nunca se saberá! Porque a ama, porque ela é a mulher da vida, porque é com ela que ele pensa ter uma vida. 
"Então a paixão pela outra?"
" Morreu. "
"Como é que a paixão morre? E aquele Mundo que eles criaram só deles, não serviu de nada?"
"Não. Ele também morreu."

E com isto, quero dizer-te que não vou perdoar-te cada lágrima que me fizeste deitar. Não te irei perdoar teres olhado para mim como alguém que te faz viver a loucura e que depois deixas sozinha. Eu sei que não merecia isto, aliás, acho que merecia que me visses por dentro. Sabes porquê? Eu também sei surpreender, sei amar, sei ser. E só ser, não é isso o mais importante? Um dia disseste-me que sim,
E agora, como vou viver a tua mensagem de bom dia, de boa noite, as tuas confissões, as nossas cumplicidades loucas por telemóvel? Viver sem a tua presença um dia por mês na minha vida que valia por meses? Foram estas as minhas perguntas do dia de hoje, e sei que vão ser as mesmas nos dias que se seguem. Espero que o tempo me ajude a libertar das saudades, da vontade de te ter. Espero também curar esta minha sensação de rejeição, esta sensação de ter sido deixada num local que nunca vi na vida. 
Sei que depois de meses e meses de uma paixão louca, eu rebentei por te querer tanto. Esse, foi o problema.

"Ai deixa-me fechar os olhos..."
"Ai... eu sou assim"
Ela sabia que ele era assim....

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Parece que chegou o Inverno.
O tempo dos gorros, das camisolas quentinhas, dos cachecóis. 
O tempo também dos pés frios, e do coração vazio. Chegou aquele tempo que nos faz pensar mais, mais do que aquilo que devíamos. É o tempo de sentir saudades dos dias quentes e de sentir o coração cheio. 
O Inverno podia ser a melhor altura do ano se tivesse com quem partilhar o chá quente, o calor dos corpos, os filmes, a cama, a vida... mas, parece que esse Inverno teima em não querer chegar. 
É ainda mais nestes dias, que tenho saudades tuas. 
Ás vezes ainda penso que voltas, mas sei que não! 
Um beijo, com saudade...

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Tenho a noção que já te escrevi muitas cartas de despedida, mas confesso que em todas elas tinha aquele bocadinho de esperança de voltar a viver momentos contigo. Esta, desta vez irá ser diferente. Sabes porquê? Porque me cansei de dar tanta coisa quando nada recebia em troca, quase nada, vá.
Podia falar aqui de todos os momentos que passamos juntos, com a certeza de que quem lê-se iria sentir inveja por não ter vivido uma história tão única, tão autentica e tão "exagerada" (palavras tuas). Também acho que havia pessoas a pensar que foi uma história injusta, porque tinha as coisas mais importante a bater certo. Se não fosse o teu fracasso, a tua cobardia, mas nem vou por aí.
Quero guardar-te com um sorriso, embora neste momento seja complicado isso acontecer, porque estou na ressaca da nossa história. Estou naquele momento em que olho para qualquer coisa e associo-a a um momento nosso. Estou no momento de pensar que iria viver tanta coisa contigo, se o destino não me pregasse estas partidas. Estou no momento de sentir ódio por ti, por me teres deixado sozinha, mesmo que alegues que desde inicio eu sabia de tudo. Para mim, essa desculpa já não conta, depois de tanta coisa que partilhámos. E não falo da minha cama, dos nossos corpos, da minha casa. Falo de histórias de vida, de almoços regados com cumplicidade, falo de sorrisos sinceros, de abraços que só nós entendíamos e partilhávamos. 
Não te irei perdoar por me teres dado como perdida desde o primeiro dia. Nem nunca te perdoarei o facto de não teres sequer tentado. 
Quero que guardes contigo a nossa história quente, que um dia associas-te o seguinte poema: "Sofremos muito com o pouco que nos faltou e alegramos-nos pouco com o muito que tivemos" (Shakespear). 
Não sei se deva deixar mais alguma coisa nesta carta de despedida, até porque haverá para sempre coisas que nunca se irão dizer, nem saber. 
Se vou ter saudades tuas? 
Fecha os olhos e pensa, irás encontrar a tua resposta. 

Fui tua e sei que foste meu. Se te queria para a vida? Apesar de saber que isso é muita coisa, posso admitir-te que me completaste como ainda ninguém o tinha feito. 

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Um dia vais ficar a saber que pensava em ti com a maior e mais sincera ternura  do Mundo. E que te sentia meu. Que eras tu o homem dos meus sonhos. Que tinhas tanto que eu adorava e outro tanto que me irritava tanto que no final de contas, só me apetecia encher-te de beijos. Que um dia entrei numa loja e pensei como ficarias bonito com aquela camisa. Que o verde te fica bem, porque joga tão bem com os teus olhos. Que dei passeios na praia a pensar que um dia era possível estares ali comigo. Que te ia apresentar às pessoas mais importantes da minha vida como a pessoa que me faz feliz e sentir realizada. Que o cheiro da tua pele me tranquilizava. 
Um dia vais ficar a saber aquilo que nunca te admiti nem a ti, nem a mim: que te amei de uma maneira tão diferente de todas histórias que se vêem por ai.
Um dia... será mais um dia sem ti, que vou ter de aprender a viver. 

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Estou sentada no chão, como companhia tenho a música, todos os rabiscos que fiz enquanto estávamos juntos, e o silencioso escuro. Que faço eu aqui? Boa pergunta! 
Tentei encontrar as peças que me faltavam para conseguir seguir em frente, acreditar, ser eu, sem medos. Mas... ainda não consigo. Estás aqui, sabes? Parece que ao meu lado, de uma maneira inexplicável, surreal, tal e qual a nossa história. Igual! Sinto saudades tuas, até mesmo quando te sinto tão perto de mim. 
Nunca fiz parte dos teus planos a longo prazo, no fundo sabia, mas nunca o senti e sempre esperei que o rumo das coisas fosse diferente. Sinto-me uma autentica falhada! Tudo tem falhado na minha vida, até mesmo quando tenho tanta coisa para ser e fazer feliz alguém. Onde é que estou a errar? Talvez na parte de querer o que não posso ter. Acho que é por aí! 
Não queria ter-te tanto na minha vida. Mais uma vez, eu gostei mais, dei demais, fiz demais. Para? Para nada... 

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Esta "coisa" de me dar demais

Nunca entendi porque é que as pessoas dizem: "Numa relação há sempre aquele que dá mais do que outro". É suposto isto ter sentido? Para mim não tem, ou melhor, para mim não é justo. Na realidade da vida isso acontece. Há sempre um que fica pior, ou que pelo menos o demonstra mais. Há sempre aquele que tenta remediar o que não é mais remediável. Sei isso, porque o senti e sinto na pele.
Dei-me demasiado a ti, lá está, aquela nossa palavra para descrever o que se viveu: demasiado! Procurei sempre encontrar um caminho saudável, quando no fundo tinha a plena noção que ia ser mais uma cabeçada. Outro dilema: se não vivemos as coisas, ficamos sempre com as mil e uma perguntas de como poderia ter sido, se por outro lado as vivemos e as coisas correm mal, e no fundo nós sabemos que é o mais certo, ficamos no chão. Então, vale a pena viver com intensidade tudo o que nos aparece na vida?
Não sou de dramatismo, mas a verdade é que me sinto completamente vazia, e com saudades tuas. Tu, que ainda nem foste de vez embora. A verdade é que sempre de admiti que ia ser saudades tuas mesmo daqui a anos. 
Porque é que te falta a coragem de te dares mais? Será que me vais fazer pensar que tudo que vivemos foi em vão? Que as palavras não foram sentidas e sinceras? 
No fundo eu sei que tudo isto foi especial, único, bonito, exagerado, nosso... nem isso te faz pensar duas vezes? Ou três? Ou mais...?
Ficarei para sempre com estas dúvidas que me têm atormentado os dias.
Sei que fiz o que podia, o possível e o impossível. Não posso fazer mais nada, já diz demais. Vou embora de cabeça levantada, com o peito destroçado, mas com a sensação que fiz tudo de coração.
Vou embora com a vontade de me agarrar a ti e não te deixar ir, porque sei o que significa ter saudades de alguém que leva tanto de nós. Vou embora com a vontade de te dizer que por ti mudava o rumo da minha vida, e aqui, tinhas a maior prova de carinho que tenho por tudo o que vivemos.
Ah.. mas antes de ir embora, deixo-te uma pergunta que espero que tenha resposta, mesmo que seja daqui a uns tempo: E tu, mudavas algumas coisas, se pudesses?

domingo, 7 de julho de 2013

O complicado que é falar de ti.

Não sei mais falar sobre ti. 
Assim como as palavras se esgotam com momentos que tínhamos, falar de ti é complicado.
Tenho a plena noção de que nunca me dei na totalidade a ninguém, contigo foi diferente... contigo a minha vida fazia sentido naquelas horas. Em poucos minutos, os nossos mundos completavam-se. 
Falar de ti é complicado de cada vez que me abraçavas ou me pegavas ao colo, para mostrar essa força toda. Sei que um dia irei lembrar-te com um sorriso especial, o sorriso desta história que foi, sem qualquer dúvida: especial. Exagerada! 
Por um lado, acho que foi melhor não me despedir de ti. Ficar com aquela sensação que pode haver mais é melhor do que aquela de ter que dizer "adeus". Não quero imaginar, por agora, como é estar sem ti. Sem a mensagem de "bom dia". Sem os teus elogios. Sem a tua conversa de seres o melhor. Vais deixar-me tanta saudade. 
Mas o dia de eu gostar um pouco mais de mim, chegou. Hoje sei que dei demasiado a uma pessoa que não merecia tanto de mim. Nunca te dei motivos para desconfiares da minha palavra e muito menos das minhas atitudes. 
Hoje sei que não te quero mais na minha vida, porque não é correcto esperar por aquilo que não vem. Espero que me tenhas "usado" bem, e que guardes para sempre o meu sorriso, o meu abraço, o meu corpo no abrigo do teu peito. Farei o mesmo, mesmo doendo! 
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sábado, 8 de junho de 2013

Dias frios...

Acho que te espero porque sinto vontade de esperar por ti para sempre. 
É estranho, esta "coisa" de sentir algo tão diferente e mágico.
Acho que te espero porque combinamos tão bem que é injusto perder-te dos meus pensamentos.
Hoje senti um frio enorme no corpo e na alma. Faltou-me um pedaço de ti. Pergunto-me eu, como será possível sentir algo tão bom mas ao mesmo tempo que me faz tanto mal? Eu sei, não há resposta. Diz-se por aí que os melhores bens são aqueles que nos fazem mal. Que contradição esta vida. Esta coisa do sentir. Esta coisa do amor, da paixão, da saudade... 
Já não sei se é bom sentir ou se é melhor ser um bocado de carne e osso que deixa o coração em casa. Penso que essa seria a melhor das soluções: deixar o coração em casa. Mas, e depois? Onde fica a autenticidade das coisas? Pois, não fica. Se se gosta com o coração, também tem de ser com ele que tem de se esquecer. Só assim as coisas fazem sentido! 
Tenho saudades tuas, hoje é esta a verdade deste dia em que fez tanto frio. E sem ti, mais fria fiquei.

quarta-feira, 22 de maio de 2013

"Um dia vou escrever sobre ti", disse-te um dia desses. Acho que vou escrever sobre ti para o resto da minha vida, sabes porquê? Porque as coisas com intensidade não se esquecem! 
Nunca arranjei a palavra mais correcta para pintar o quadro desta história, mas acho que a encontrei: intensidade! 
Não passou pela minha cabeça passar por esta situação um dia. Achei-me sempre superior a essas coisas, no fundo acho que nunca acreditei nelas. Sempre pensei que a vida nos faz viver coisas com sentido, mas enganei-me... Vivi algo que nunca teve sentido, mas que fazia todo o sentido de cada vez que estávamos juntos, são estas pequenas coisas que nos distinguem dos "normais". Nunca gostei de viver na normalidade da vida, fazer altos planos, estabelecer metas, essas coisas. Fui e sou apologista de coisas feitas com sentimento, de virar à esquerda quando todos iam para a direita só porque sim. Não, não sou da maioria!
Contigo fui eu. E não imaginas o quanto é complicado para mim ser eu, sem medos.
Entreguei-me. E fiz com que eu estivesse feliz, mesmo estando inserida nesta difícil história. Toda ela se descomplicava de cada vez que recebia uma mensagem a dizer: "Abre". Esquecia tudo! Aquele momento era meu e teu, e nele o Mundo parava só para nos ver ser felizes um com o outro. 
Dizem que há pessoas que se amam mas que nunca ficam juntas. Hoje, eu acredito nisso! Há coisas que não estão ao nosso alcance. Vidas que não se resolvem só porque tem de ser assim. Histórias em que não se colocam pontos finais. Hoje acredito que um dia encontrei alguém com quem me vi fazer as maiores loucuras da minha vida, mas com o limite do tempo, da vida, da distância! Hoje sei que tenho de agradecer por ter tido oportunidade disso... embora vá ter sempre vontade de ralhar com o rumo das coisas. 
Vou escrever directamente para ti: 
Obrigada por me teres reinventado e me fazeres tão intensamente feliz. 
Obrigada por teres sido o meu melhor amigo durante estes tempos.
Obrigada pelas noites e tardes de prazer que juntos fomos capazes de atingir. 
Obrigada por teres sempre uma palavra, um assunto, uma história para partilhar comigo.
Obrigada por teres feitos kms para aturares uma gaja que mal conhecias, mas que sabe tão bem como tu o que fomos um para o outro.
Obrigada por me teres feito sentir tua, e por teres sido meu.
Obrigada pela loucura dos actos que partilhaste comigo.
Obrigada e para sempre obrigada, pela boleia...

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Começa agora uma nova etapa das nossas vidas. Todos nós sabemos disso... Infelizmente está a chegar a hora das despedidas. Felizmente, a porta do futuro está aberta, seja ele qual for. Há que acreditar que há um Mundo lá fora para revolucionar.. que assim seja!
Sinto saudades de muita coisa já! E sei que ao longo dos tempos vou sentir ainda mais, das coisas boas mas também das más, que foi de onde levamos os maiores ensinamentos. Juntos fomos o pilar, a família  o abraço apertado, o beijo quente, uns dos outros. Juntos formámos uma barreira: a nossa, onde só entravam aqueles que tivessem a mesma loucura que nós. Fomos loucos! Fomos extraordinários! Fomos autênticos! 
Um dia alguém muito próximo de mim disse-me que os grandes amigos eram os da Universidade, e eu na minha ingenuidade, achei que aquilo era a coisa mais estúpida que algum dia alguém já me tinha dito. Hoje, concordo... Foi com vocês que cresci. Foi com vocês que criei uma família! Foi com vocês que chorei! Foi com vocês que fiquei noites a partilhar momentos e histórias! Foi a vocês que me dei a conhecer, o meu lado mais frio, mas também o meu lado mais carinhoso. É de vocês que vou sentir saudades quando tudo isto tiver o FIM, o fim de um ciclo, porque quero acreditar que iremos ficar sempre presentes nas vidas uns dos outros, e sabem porquê? Porque os verdadeiros ficam sempre.
Meus amores, com vocês, será sempre um Até já!
Nesta cidade que nos faz ter frio nas mãos, mas calor no peito, fomos muito felizes! 

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Fechaste um coração que tinha tanto para te dar! 
E agora, não consegue dar nada a mais ninguém... e será para sempre assim?! 
Espero-te todos os dias. Em todos eles, penso que me vens falar e perguntar como estou, o que tenho feito, etc?! É estranho, mas tenho a esperança que isso vá acontecer um dia. 
Eu não sou uma desconhecida para ti, não me trates mais assim. Eu finjo que está tudo bem, que não me afectas, que não penso em ti, mas minto-te. Não consegui seguir em frente depois de ti, porque acho que ainda te espero. Ainda acho que vamos ter uma conversa como se fosse a primeira, e que iremos escrever outra história! Ainda acho que vou ouvir da tua boca que tens saudades minhas, que eu sou especial na tua vida, que pensaste em mim este tempo todo. Estarei a ficar louca?! Se estou, deve ser por alimentar tudo isto sozinha. 
Sabes o que é mais triste? É que eu não merecia isto. Eu não merecia que brincasses com o meu corpo, com a minha personalidade, com o que eu sentia. Sempre te dei a liberdade que me pediste! Nunca te exigi nada... fui um objecto na tua mão. Tu tinhas o que querias de mim! Ainda hoje o terias se o desejasses. Eu sei que não é bonito dizê-lo, mas é a verdade... 
Sinto a tua falta, como se fosse eu que me faltasse! 
Ainda reconheço os teus vários sorrisos!
Ainda te amo. Sim, é isso... 
Não sei para onde me virar. Já tentei de tudo... ter-te raiva, ódio. Como é que eu posso esquecer? Como? 
Devolve-me tudo o que levaste de mim, é só isso que eu te peço...

quinta-feira, 28 de março de 2013

Parece que te conhecia há uma vida. Os teus olhos foram a esperança naquela noite de chuva, confesso! 
Não tremi. Não vacilei. Tu deste-me a segurança que eu necessitava para fazer o que tive vontade.
Hoje penso que isto é uma história de um filme, no qual eu não soube muito bem representar. Foste a minha companhia durante horas. Horas essas que foram preenchidas com a sensação de liberdade e tranquilidade no meu peito. Um dia ainda vou escrever sobre esse fenómeno que é, o sentir algo tão forte por alguém, desde o primeiro momento. Um dia vou ver-te e pensar que me fizeste bem, que me fizeste sentir saudável com tudo o que construímos ali, naquele momento só nosso. 
Eu viajei no teu corpo, assim como tu viajaste no meu. Sem medos!! E uma das coisas mais importantes foi não ter medo nem do que acontecia, nem daquilo que poderia acontecer. Deixei-me ir, contigo do meu lado. Juntos atingimos o que de melhor há na vida: paz! 
Sei que tenho que te dizer adeus, mas quero que saibas que irei sempre lembrar a boleia que me deste!
Um Beijo, reles! 

domingo, 17 de março de 2013

Podia fazer-te chegar muita coisa à cerca do que sinto por ti, mas optei por esperar. Dizem que esperar é uma virtude e começo a concordar com isso. Se o destino voltou a juntar por coisas mínimas  eu quero acreditar que ele se vai encarregar de nos colocar novamente no caminho um do outro. A força está na palavra acreditar.
Penso todos os dias em ti. Todos os dias eu saio de casa com a esperança de receber um sinal teu, mas até hoje, nada. Mas podes acreditar que até mesmo esse "nada" me faz esperar por ti. Faz-me esperar pelo dia que tu dês um murro na mesa e digas para ti mesmo que basta de ter uma vida que não te faz feliz.
Nós fomos feitos um para o outro, embora tenhamos tido outras pessoas, outras vivências. Ambos sabemos que eu sou tua e tu és meu, faça chuva ou sol! É em ti que eu penso quando vou dormir, e sei que eu faço também parte do teu adormecer. 
Culpo-te apenas por uma coisa: falta de coragem. Mas bem sei que tens medo que eu te magoe novamente, e que tudo isto não passe, novamente, de um capricho meu. Posso dizer-te que não é, eu sei que tu te identificas comigo, e eu contigo. Eu sei que tudo o que vivemos juntos foi demasiado bom para ter acabado sem escrevermos mais linhas na nossa história. Todos os sorrisos foram demasiado sinceros para serem esquecidos... e eu, não vou deixar que isto seja assim, e sabes porquê? Por que nem eu nem tu merecemos isso. 
Arrepio-me de cada vez que me lembro do nosso último abraço... Como ainda era tudo tão sincero! Tão verdadeiro.
Amo-te... nunca senti tanta vontade de o dizer.
Espero um dia poder dar-te tudo isto a ler, e estar ao teu lado para te dizer que sempre foi verdadeiro o que fiz e tive contigo, porque tu sabes que eu me faço "ouvir" melhor com as palavras escritas. Até lá, eu viverei a minha vida... mas correrei para os teus braços quando tu achares que é a melhor altura de o fazer. 
Lembra-te disto: "Ama-me pouco mas ama-me sempre", por alguma razão foi sempre esta a frase preferida dos dois. Tudo, mas tudo mesmo, tem uma razão. 

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Uma carta a pensar em ti, para ti:

Pinto os meus dias com cores vivas, para que elas me possam ajudar a ver um caminho melhor para esta história que teima em não acabar na minha cabeça, mas principalmente no meu coração.
Quero dizer-te tantas coisas que por vezes não sei como fazê-lo e acabo por engolir o que quero dizer, acabando por sufocar. Acho que nunca tiveste noção do bem que me fizeste, dos dias em que eu não necessitava de forçar cores vivas para o meu caminho, elas apareciam. Assim, de uma maneira tão natural, tão doce. Não sei se fui eu que te afastei, mas se fui gostaria que soubesses que eu sou assim: fria, inconstante. Não o faço por mal. Faço porque tenho dificuldade em aproximar-me e em deixar que se aproximem. Dei valor a todas as parvoíces vividas no dia que entendi que te tinha perdido. Perdi a minha companhia do rir, do chorar, do desabafar, do amar. 
Na verdade nunca te pedi para voltar, talvez tu te interrogues porque não o fiz, talvez não. Acho que a grande razão está que já não sei lutar por alguém, perco e sigo em frente. Sigo em frente como quem diz, porque na realidade eu sigo mas todos os dias tenho perguntas na minha cabeça, tenho dúvidas, sabes porque? Porque não fui acabar a história. Não fui eu que te deixei pendurado a imaginar o antes, o agora e o depois, como diz a música. Estás no teu direito. Supostamente eu estou bem sem ti. SUPOSTAMENTE! 
Ainda não sei se estou bem sem ti, ou se não estou bem por não ter alguém ao meu lado que me faça sentir feliz, realizada, amada, desejada, tudo aquilo que o ser humano precisa e tem direito. 
Tenho muitos fantasmas na minha cabeça. Tenho medos. Tenho paixões ocultas. Tenho histórias por resolver. Mas sei que tu me fazias esquecer tudo isso, e é por isso que eu sinto saudades tuas. Sim, eu sinto saudades tuas. E sei eu vou sentir muitas mais quando estiveres perto de mim, e eu não te puder tocar. Estou farta de dormir com os pés frios. Estou farta de não ouvir as tuas baboseiras. Estou farta de não te ouvir bater em tudo que faça "barulho" de maneira a conseguires um ritmo. Tenho saudades. Tenho muitas mesmo. Por vezes parece que vou rebentar.
Às vezes acho que mereço tudo isto, para ver se aprendo a ser verdadeira comigo e com aquilo que sinto, a dizer o que está dentro do meu coração. Prometo-te que te direi o quanto és importante para mim, um dia. No dia que tu me deres uma certeza, seja ela boa ou má para mim. Mas... será uma resposta! 

domingo, 20 de janeiro de 2013

Neste dias frios e chuvosos, vem-me à memória todas aquelas histórias mal resolvidas que por vezes eu deixo no outro lado da rua. Ás vezes tento melhorar, mas cheguei á conclusão que metade dos acontecimentos das nossas vidas, não dependem só de nós. 
Como posso eu ter uma conversa, se não tenho ninguém para me ouvir? Para debater e discutir ideias? Lá está, não posso!
Como posso eu dizer-te que me fazes falta se te afasto? Acho que te afasto porque tenho medo de te sentir perto, e de te perder. Foi o que aconteceu. 
Deixei uma oportunidade por ti. Pensei que não me fosses fazer mal. Não, não te culpo apenas a ti pela simples razão que eu não soube ver o que tinha à frente dos meus olhos: a tua personalidade pobre! Embora por vezes me pergunte, se ela é mesmo assim ou se sou eu que a vejo assim?! 
Tenho saudades tuas, caramba! E por que não dizer-te isso? Pois... não sei, acho que não tenho coragem , porque tenho medo da resposta. 
Nunca me prometeste nada, essa é a realidade. Passamos bons momentos juntos, sentia-me bem. Não, não me senti feliz, era preciso muito mais para isso acontecer. Talvez seja esse o meu grande problema: esperar muito das pessoas, quando elas não querem dar demais. Mas porquê? Porque é que isso acontece? Não mereço uma oportunidade?! Uma fase satisfatória que dure muito tempo, ou pelo menos o tempo necessário para viver. 
Pedi-te uma coisa: respeito! Não o tive, nunca o tive e é isso que me deixa revoltada. 
Abri-te a porta da minha casa em todos os dias que precisaste dela. Aconcheguei-te com os meus lençóis e com o calor do meu corpo nas noites frias. Até a porta de momentos da minha vida eu te abri, sem te pedir nada em troca. E lá estive eu a dar-me a uma pessoa que não merecia, ou que pelo menos tinha o mesmo de outras pessoas. 
Será que dá com ela?! E comigo não dá porque eu te afastei, é isso? Porque ela te passa a mão na cabeça e eu te odeio pelas atitudes que tens? Tenho tantas perguntas sem respostas... 
Hoje eu sei que nunca me quiseste como eu te quis. 
Hoje eu sei que me usaste como se não houvesse amanhã.
Mas... hoje também sei que te sufoquei, e isso estragou tudo.
O que é que eu te desejo? Nada... Ou melhor, desejo que um dia sejas tu no meu lugar e aí não te vou responder o que vou fazer, porque fazer planos, já não faz parte dos meus planos.