Escrevo para ti. Tu que iluminaste os meus dias e que apagaste a luz nos meus olhos, logo a seguir.
A longo destes anos, pensava em ti e na maneira como fomos felizes nesta idade que nos dá a liberdade para viver, mas onde nos preferimos ficar ali com aquela pessoa que achamos que é para a vida. Eu achava isso de ti, que eras para a vida... ainda até há bem pouco tempo pensava assim, aliás para te dizer a verdade acho que nunca deixei de o achar.
Podia contar aqui a nossa história, com todos os pormenores mas penso que não é necessário, porque eu sei o que fui contigo e tu sabes o que foste comigo. Sabes como nos amámos e como ainda hoje eu sei quem tu és, e tu sabes quem e o que eu sou. Continuámos a conhecermos-nos como se nunca tivéssemos estado separados... não sei se é bom, ou se é mau. Até porque tu continuas com a tua vida, e eu com a minha... o facto de nos sentirmos tão um do outro, não muda nada. Talvez porque tu não tenhas força para largar tudo e tentar mais uma vez, talvez porque eu no meio de tudo isto mereço esta "nega" da tua parte, mesmo já tendo confessado que somos ainda muito um do outro.
Depois daquela recente conversa, pensei que o nosso Mundo iria pertencer ao futuro, pensei que era desta que a tentativa ia dar certo... Fizeste-me acreditar que eras capaz de não pensar nos outros. Em vão! Depois destes anos todos, no espaço de horas desiludiste-me como nunca o tinhas feito antes, talvez seja por isso que me causa tanta dor esta desilusão, por ter sido causada por ti, tu que nunca desiludes ninguém.
Neste momento, o meu coração ainda bate por ti, e sinto que o teu ainda conhece muito bem o meu mas temos uma barreira entre nós. Algo muito difícil de se derrubar... Algo que já não vai lá com as palavras mais bonitas do Mundo. O tempo é o nosso melhor amigo no momento, pelo menos o meu.
Não te quero esquecer...porque quero que sejas meu um dia, nem que seja para viver o que nos falta viver, e depois sim se quiseres ir, vai.
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