domingo, 18 de março de 2012

De certo que todos nós já amamos alguém, ou é pelo menos certo que já nos interessámos cegamente por alguém, faz parte do ser humano. Do dia-a-dia. Da vida. Já prometemos coisas que julgávamos ser para sempre, já amámos incondicionalmente sem pensar no amanhã, sem pensar que tudo tem o seu tempo, assim como o amor. O amor tem o seu tempo, é preciso conhecer primeiro, é fundamental saber no que nos estamos a meter quando damos um passo em frente, é importante arriscar mas é ainda mais importante pensar no passo que vamos dar, isto porque nem sempre a vida é como nós gostávamos que fosse. Nem sempre a outra pessoa é sincera connosco, nem sempre ela nos dá a conhecer tudo dela. É possível que encarne até uma personagem, à qual lhe dá o mesmo nome mas à qual lhe tira tudo o que lhe pertence, fazendo assim passar-se por alguém que não é. É aqui que entra a ilusão! 
Quantas vezes acreditámos fielmente em alguém? 
Quantas vezes achámos que nós estávamos certos quando o resto do Mundo nos tentava avisar que estávamos a uma passo de um precipício? 
Quantas vezes deixámos de acreditar nas pessoas que faziam parte da nossa vida desde que nos conhecemos, para acreditar em alguém que fazia parte dela há horas? 
Quantas vezes deixámos de ser quem somos para ser o que alguém quis?
Quantas vezes não errámos e tivemos que pedir desculpa na mesma? 
Quantas vezes fomos vitimas do conhecido provérbio: "o maior cego é o que não quer ver?"
A tudo isto e a muito mais eu chamo-lhe para além de burrice, ILUSÃO! 
Somos iludidos de uma tal maneira que nos fazem ser aquilo que nós nunca fomos, nem nunca pensámos vir a ser, isto porquê? Por que há pessoas que entram na nossa vida e que nos fazem amar com toda a força do Mundo, com toda a vontade de viver esse amor que nos aquece a alma só de pensar nele mas... e como tudo   na vida tem um mas, nem sempre amar cegamente é o melhor da vida, porque cega-nos de uma maneira ao ponto de não ver-mos as coisas mais simples da vida. Chegamos a gostar tanto de alguém, que o sentimento é tão grande, tão profundo, tão sincero que às vezes nem nos damos conta que gostamos por nós e pela pessoa que está ao nosso lado. Por vezes, nem chegamos a entender que só nós é que estamos a lutar por aquilo. Chegamos ao ponto que um "amo-te",  da boca para fora ou não, seja suficiente. Chegamos ao ponto  de não exigir atitudes, de não exigir um passeio de mão dada pelo jardim, um beijo na boca à frente de todos. Aceitamos o que a outra pessoa quer, e vivemos felizes com a vida cheia de ilusão, com a relação a ser alimentada apenas por nós. E eu pergunto? Isto é vida para alguém? NÃO, não pode ser vida para ninguém. Infelizmente há muitas casos destes. Infelizmente há quem vá ler este texto e vá dizer que quem o escreveu, neste caso eu, seja uma exagerada e que nunca amou ou gostou mesmo de alguém, e aí tenho uma simples resposta para essas pessoas: já gostei muito, já bati muito com a cabeça talvez seja por isso que aprendi a gostar de mim e valorizar-me com os meus defeitos e qualidades e aprendi a gostar de alguém desta vez de uma forma mais saudável. Felizmente também sei que vai haver quem vá ler este texto, e pense que está na altura de mudar, para essas pessoas: O Mundo não acaba em 2012, isso é apenas um mito, portanto estão sempre a tempo de ser felizes!

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