sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Tenho a noção que já te escrevi muitas cartas de despedida, mas confesso que em todas elas tinha aquele bocadinho de esperança de voltar a viver momentos contigo. Esta, desta vez irá ser diferente. Sabes porquê? Porque me cansei de dar tanta coisa quando nada recebia em troca, quase nada, vá.
Podia falar aqui de todos os momentos que passamos juntos, com a certeza de que quem lê-se iria sentir inveja por não ter vivido uma história tão única, tão autentica e tão "exagerada" (palavras tuas). Também acho que havia pessoas a pensar que foi uma história injusta, porque tinha as coisas mais importante a bater certo. Se não fosse o teu fracasso, a tua cobardia, mas nem vou por aí.
Quero guardar-te com um sorriso, embora neste momento seja complicado isso acontecer, porque estou na ressaca da nossa história. Estou naquele momento em que olho para qualquer coisa e associo-a a um momento nosso. Estou no momento de pensar que iria viver tanta coisa contigo, se o destino não me pregasse estas partidas. Estou no momento de sentir ódio por ti, por me teres deixado sozinha, mesmo que alegues que desde inicio eu sabia de tudo. Para mim, essa desculpa já não conta, depois de tanta coisa que partilhámos. E não falo da minha cama, dos nossos corpos, da minha casa. Falo de histórias de vida, de almoços regados com cumplicidade, falo de sorrisos sinceros, de abraços que só nós entendíamos e partilhávamos. 
Não te irei perdoar por me teres dado como perdida desde o primeiro dia. Nem nunca te perdoarei o facto de não teres sequer tentado. 
Quero que guardes contigo a nossa história quente, que um dia associas-te o seguinte poema: "Sofremos muito com o pouco que nos faltou e alegramos-nos pouco com o muito que tivemos" (Shakespear). 
Não sei se deva deixar mais alguma coisa nesta carta de despedida, até porque haverá para sempre coisas que nunca se irão dizer, nem saber. 
Se vou ter saudades tuas? 
Fecha os olhos e pensa, irás encontrar a tua resposta. 

Fui tua e sei que foste meu. Se te queria para a vida? Apesar de saber que isso é muita coisa, posso admitir-te que me completaste como ainda ninguém o tinha feito. 

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Um dia vais ficar a saber que pensava em ti com a maior e mais sincera ternura  do Mundo. E que te sentia meu. Que eras tu o homem dos meus sonhos. Que tinhas tanto que eu adorava e outro tanto que me irritava tanto que no final de contas, só me apetecia encher-te de beijos. Que um dia entrei numa loja e pensei como ficarias bonito com aquela camisa. Que o verde te fica bem, porque joga tão bem com os teus olhos. Que dei passeios na praia a pensar que um dia era possível estares ali comigo. Que te ia apresentar às pessoas mais importantes da minha vida como a pessoa que me faz feliz e sentir realizada. Que o cheiro da tua pele me tranquilizava. 
Um dia vais ficar a saber aquilo que nunca te admiti nem a ti, nem a mim: que te amei de uma maneira tão diferente de todas histórias que se vêem por ai.
Um dia... será mais um dia sem ti, que vou ter de aprender a viver. 

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Estou sentada no chão, como companhia tenho a música, todos os rabiscos que fiz enquanto estávamos juntos, e o silencioso escuro. Que faço eu aqui? Boa pergunta! 
Tentei encontrar as peças que me faltavam para conseguir seguir em frente, acreditar, ser eu, sem medos. Mas... ainda não consigo. Estás aqui, sabes? Parece que ao meu lado, de uma maneira inexplicável, surreal, tal e qual a nossa história. Igual! Sinto saudades tuas, até mesmo quando te sinto tão perto de mim. 
Nunca fiz parte dos teus planos a longo prazo, no fundo sabia, mas nunca o senti e sempre esperei que o rumo das coisas fosse diferente. Sinto-me uma autentica falhada! Tudo tem falhado na minha vida, até mesmo quando tenho tanta coisa para ser e fazer feliz alguém. Onde é que estou a errar? Talvez na parte de querer o que não posso ter. Acho que é por aí! 
Não queria ter-te tanto na minha vida. Mais uma vez, eu gostei mais, dei demais, fiz demais. Para? Para nada...