sexta-feira, 25 de março de 2011

Hoje, falei com a Ana sobre um assunto que lhe dá um pouco dores de cabeça, e a certa altura ela disse:"Não vou andar atrás de algo que não vale a pena", de seguida eu respondi-lhe:"Se há uma coisa que eu aprendi é que nós não sabemos o que vale a pena." 
Tudo isto para começar a desenvolver um assunto que não sei bem onde vai parar. Há dias que concordo com aquilo que a minha pessoa disse, outros que não. Estou sempre a duvidar, mas ainda bem que isso acontece!
Será que sabemos mesmo o que vale ou não vale a pena? Hoje pelo menos estou certa que não, e acho isso porque por vezes parece-nos que já vivemos muito e que sabemos tudo o que esta vida tem para dar. A verdade, a grande verdade é que não sabemos. Nós mulheres, somos dramáticas! Isto é uma verdade assumida, para algumas. Há aquelas que são e gostam de o ser. Há aquelas que pensam que não são. Há aquelas que dizem que não são para que os homens se aproximem delas sem medo (e na minha opinião são as piores). E, por fim há aquelas que são mas que o sabem guardar para si. Não sou ninguém para dizer qual a mais certa, porque há dramas e dramas, e há várias maneiras de os demonstrar. A verdade é que nós mulheres fazemos tantos filmes na nossa cabecinha que chego a ter pena de mim, por ser mulher. Acredito que eles também os fazem, mas têm uma subtil maneira de os dar a entender, que confesso que invejo. Eles ás vezes parecem que todos os assuntos lhes passam ao lado. Eu sei disfarçar a coisa mas há dias que queria ser como eles. Queria simplesmente dizer que nada me afecta e que estou muito bem, que me recomendo. Comecei num assunto e agora estou noutro. Para não me perder do que acho que é importante quero salientar que somos (as mulheres) um bichozinho no qual têm que ter cuidado a tratar, porque merecemos respeito e dedicação, porque nós não gostamos pela metade, mas sim na totalidade. E, sonhamos muito. Idealizamos demais. E sofremos por nos entregar-mos demasiado! Acredito que alguns homens também mas cada um puxa a brasa á sua sardinha.
Voltando à questão inicial: Sabemos o que vale a pena? Não! Isso nunca se sabe. Até dou um exemplo:
Quando uma rapariga ou rapaz acaba o seu relacionamento com o seu companheiro\a o mais comum de se ouvir é:" Deixa ele não te merecia, não valia a pena". Agora, eu pergunto e se a relação continuasse? Ele ou Ela valeriam a pena? Pois...
Na minha opinião o que vale a pena é viver! Ou melhor saber-se viver... e descobrir o que se há para descobrir com o tempo. Já dizia o poeta: "Tudo vale a pena quando a alma não é pequena!" 

segunda-feira, 21 de março de 2011

Sou tão fria que por vezes me gelo a mim própria.
Com todos os acontecimentos desta minha simples vida tenho a noção que há medida que vou avançando a minha personalidade se vai moldando ás pessoas que me rodeiam. Mas, ultimamente tenho sentido frio. Não não é do tempo, sou eu. Por vezes criámos barreiras á nossa volta onde é muito difícil entrar alguém. Quando esta vida já nos foi tão injusta optámos por ver o lado pior das coisas, metendo tudo em causa. Não chego a esse ponto. Aliás, chego. Ás vezes chego! Sei que não é correcto fazê-lo porque tudo o que somos, tudo em que nos tornámos depende de nós. Só de nós! Se eu me tornei em alguém diferente a culpa é minha, porque fui fraca ao ponto de deixar que determinado acontecimento, seja o que for, mudasse a minha maneira de agir e de pensar. Temos sempre a tendência de dizer: "Sou assim porque a vida assim o quis!". NÃO! És assim porque tu quiseste que aquele acontecimento da tua vida ganhasse! Assim está correcto e não preciso de dizer mais nada. Espero que haja pessoas a pensar como eu.
Espero que esses acontecimentos que servem para nos mudar, que daqui para a frente sirvam para crescer e aprender a lição.
Com toda a certeza que haverá quem não concorde com o que estou pra aqui a escrever, mas AINDA vivemos em democracia. 

segunda-feira, 14 de março de 2011

"Os homens são todos iguais. Apenas têm caras diferentes para que os possamos distinguir uns dos outros"

O que deu que falar esta frase por a ter publicado no meu Mural do Facebook. Meu Deus!! Nós, mulheres, a pôr "gostos"  e os homens a defenderem-se. Uma risada, confesso! 
Caros amigos, aquela frase faz todo o sentido tanto para nós mulheres como para vocês homens. E não me venham dizer que não, porque ambos puxam a brasa á sua sardinha...Sabemos é criticar-nos uns aos outros. Há dias que nos comparo como os políticos, passam a vida a criticar-se, a dizerem mal uns dos outros em vez de se juntarem e arranjar soluções. É sempre mais fácil criticar! Assim como é mais fácil desistir do que se lutar. Sei do que falo. Porque até eu por vezes cometo esse erro: de desistir. Se é o mais certo? Nem sempre... 
Mas, tudo isto para dizer que os homens são farinha do mesmo saco. Tenho dito...

quinta-feira, 10 de março de 2011

"Queria falar de todos os amores que carrego no peito . Dos que senti sem viver, dos podiam ter sido e não foram, das esperas onde vi esquecido. Dos amores grandes e dos encantos. Dos arrebatadores que nos levam a alma e dos envoltos em algodão doce. Das saudades que sinto de todos os amores que ainda nao vivi. Dos que não vivi porque não permitiram dos que desisti por me obrigarem a deixa-los partir."


Há uns tempos encontrei este texto num blog, sinceramente já nem sei de quem. É um texto bastante extenso, e este pequeno excerto traz-me á lembrança episódios da minha vida que me fizeram pensar desta forma.
É triste quando não temos amor para dar, mas mais triste é quando temos amor que sobre e ninguém a quem o oferecer. Ou talvez não haja quem o mereça! 
É triste quando nos deparamos com oportunidades na vida e as desperdiçamos apenas por caprichos. 
E mais triste é quando nos sentimos prontos para viver aquele amor que nos leva a alma, que nos faz andar nas nuvens, que nos muda por completo, desde que seja uma mudança saudável, e não temos coragem para tal, ás vezes porque não temos coragem de dar um passo tão grande e significativo, ou talvez porque nós mulheres estamos tão habituadas a que corra sempre tudo mal e chegamos a ter medo de sentir a felicidade. E ás vezes ela parece estar tão perto. Até mesmo na nossa própria mão... é como que lhe soprássemos e puf! Sim, ela vai assim muito facilmente embora, isto porque é uma coisa que tem de ser moldada e "trabalhada" com todo o cuidado, com todo o amor, com toda a dedicação, com toda a disponibilidade. Ao mínimo sopro, ela vai embora... não para sempre, mas para um tempo bem indeterminado! Se bem que o conceito Felicidade tem muito a dizer-se dele, mas ficará para outra oportunidade..
Hoje quero apenas deixar aqui bem claro, que a vida são dois dias... e que há oportunidades que não se têm todos os dias, seja na parte sentimental, como nas outras todas. Amanhã é outro dia é verdade, pode é ser tarde demais...

terça-feira, 8 de março de 2011

Dia da Mulher

Feliz dia da Mulher!

Apesar de ser mulher, para mim é um dia como os outros, mas já que há tanta gente que lhe dá importância, deixo aqui também os meus votos para todas as mulheres.



sexta-feira, 4 de março de 2011

"É fácil beijar no rosto,


Difícil é chegar ao coração!"


Fernando Pessoa

Hoje, acordei com este poema apesar desta frase se ter destacado em todas que o constituem.
É tão verdade! 
Quantas pessoas beijamos? Mas quantas são aquelas que nos chegam ao coração? Por vezes nem de beijos precisamos... Por vezes uma conversa, uma caminhada em silêncio, uma ida ao cinema vale mais que uma noite quente de caricias. Se vale!! 
É dificil chegarem-me ao coração. Tive algumas paixões, que quando as vivi pensei que eram para a vida, que nunca tinha sentido nem nunca irei sentir o que sentia por outra pessoa, mas tive poucas que me chegassem bem cá dentro desta cavidade que guarda tudo. Quantas vezes senti aquele arrepio de me cortar a respiração, só por um "BOM DIA"? Poucas. Muito poucas.



quinta-feira, 3 de março de 2011

Talvez um: Olá ;)

Porquê criar um blog? 
Boa pergunta... 
Sinceramente não há uma razão forte para o fazer. Talvez lhe chame de necessidade, isto porque quando escrevemos não temos tanto medo como quando utilizamos as palavras. Vai existir quem concorde, outros que nem por isso.Não o criei para agradar ninguém, criei-o por mim, porque gosto de transmitir por palavras o que penso, o que acho, o que sinto em relação a um determinado assunto. Mas, como é óbvio terei todo o gosto em saber que o acompanharam, e que gostam do que lêem. 

Assunto de hoje:

Hoje, quando vinha para casa cruzei-me com um miúdo dos seu 11 anos, por aí, acabado de sair da mercearia aqui da rua a cantar como se não houvesse amanhã. Sinceramente, não sei o que ele cantava, sei apenas que a minha presença não o incomodou. Gostei do que vi. Não posso dizer o mesmo do que estava a ouvir, porque não percebi patavina do que ele dizia... mas, gostei pelo facto de não lhe conseguir estragar a alegria pelo facto de se ter cruzado comigo, e acredito que se tenha cruzado com mais gente no caminho para casa. É desta alegria que todos nós precisamos. Ou nem falando nos mais velhos... 
As crianças de hoje em dia não têm alegria de antigamente. Não vivem de maneira intensa a sua infância, pois é assim que se deve viver, intensamente...com todas as loucuras á medida. O miúdo de hoje, pode até nem ser uma criança alegre, só que o facto de ter visto naquela cantoria toda remeteu-me para a minha infância e para a infância de hoje em dia. Eishhh! Que diferença! 
Ainda me lembro quando brincávamos á lata, quando íamos roubar pêssegos e cerejas aos vizinhos! E hoje em dia o que fazem estes miúdos? Limitam-se ao computador. Á playstation. E a todas essas tecnologias que não os ajudam a crescer... ajudam sim a que sejam crianças que não sabem o significado da palavra BRINCAR! E, tenho tanta pena.. porque um dia mais tarde, essas crianças vão ser pais e mães, e não vão puder contar as suas aventuras aos seus filhos. E é muito triste! Não critico estes jogos na sua totalidade como é óbvio, porque são resultado de uma evolução, e isso não critico de todo.. Critico sim o facto de meterem os bolinhos de areia, os jogos de escondidas que serviam para chegar com a roupa suja e rota a casa, o tocar ás campainhas, e tantas outras coisas, de lado. Completamente de lado. Não concordo. Não acho justo...